quinta-feira, 25 de junho de 2009

FUROS, CREDIBILIDADE E TRISTEZA PESSOAL

Quando em um dia qualquer, já há muitos anos, minha irmã mencionou que dançar igual a ele ninguém sabia fazer igual, estranhei suas palavras ao lembrar que nunca ela, cinco anos mais velha do que eu, tivesse um dia citado Michael Jackson como certa admiração.

Estranhamente tomei nota silenciosamente e sem querer comecei a entender que suas músicas, sua voz, toda a sua gigantesca fama e até mesmo suas polêmicas eram, de fato, interessantes. Então comecei a entendê-lo melhor, engrenando também alguns aplausos pessoais ao rei, sem dúvida alguma, do pop mundial.

Mas neste dia profundamente escuro para muita gente que viveu e reconhece que os anos 80 foi talvez a década mais interessante antes dos anos trágicos e sujos que hoje vivemos, entende que Michael fez parte das nossas histórias e entende também que a imprensa atual é muito mais diferente daquela que entendíamos anos atrás.

O furo sobre sua morte divulgada em um site que nunca tinha ouvido falar antes, até porque suas pautas estão veiculadas a notícias quais não cubro, alavancou uma credibilidade tamanha que só pude entender quando a divisão espanhola da rede CNN publicou em tela que além do site desconhecido, o jornal Los Angeles Times também havia divulgado tal notícia. E quando eu tentei acessá-lo, a foto acima testemunha os quase dois minutos que fiquei esperando para a página abrir. Ou seja, um furo de notícia ainda dá o que falar.

Pena que era para ler uma nota tão desagradável.

domingo, 21 de junho de 2009

COISAS ESTRANHAS EM UM MOMENTO ESTRANHO. E AS NINFAS CONTINUAM

JPS - Recebi recentemente uma nota de assessoria da empresa sueca SFK dizendo que a própria renovou seus contratos com a Ferrari na Fórmula 1.

A primeira coisa que pairou sobre minha mente foi tentar entender como andam as parcerias, os patrocínios e as mutretas de permuta com as equipes que decidiram largar a FIA e dar indícios mais intensos sobre uma provável (e não possível, até o momento) “nova” categoria.

Uma das informações contidas no press release da SFK era a contribuição da empresa no desenvolvimento do KERS, além da extensão do novo acordo, válido para mais 3 anos, com o fornecimento de mais ou menos 150 componentes para a equipe italiana, entre rolamentos e outras coisas. Ou seja, a Ferrari não morreu. Ou quem vai morrer de vergonha e tremer as pernas serão as empresas que divulgam uma coisa dessas.

Fato é que - conforme muitas informações passadas neste blog - nada ficou claro e concretamente informado sobre a tal discussão. E o que vale é mesmo esperar e se coçar com as novas notícias, prometidas para quarta-feira que vem.

Enquanto isso, a RedBull cria asas e dá aos telespectadores do mundo todo a chance de ver coisas novas pairando no ar. E coisa nova é o que eu, particularmente, gosto muito de ver.

O FATO BRAWNGP Além do site da equipe branca não funcionar direito até pouco tempo atrás, o time de Ross Brawn agora é alvo de intriga entre FIA e FOTA. Tudo porque existe a suposição de que as manobras de difusores traseiros, quais não faziam parte do regulamento e de alguma maneira foi interpretada regular, além da compra da estrutura Honda por apenas uma libra deixaram um cheiro de coisa ruim no ar, inalando a idéia de que a equipe, qual estranhamente não conta com patrocinadores de peso, poderia ser uma jogada da Federação Internacional para mostrar que carros novos e equipes sem dinheiro suficiente também andam na frente dos outros. Ou seja, muita coisa ainda vai feder... ou não.

UM BRASILEIRO Ouvir de Nelson Ângelo Piquet que “seu amigo” Alberto Valério venceu a primeira bateria da GP2 no sábado com méritos, é a mesma coisa que ouvir de Al Pacino que o segundo e o terceiro filme de O Poderoso Chefão ficaram melhores que a primeira parte. Ou seja, o óbvio.

Confesso que não assisti a prova, mas sei que Valério largou na segunda posição. Porém sua equipe é a Piquet Sports, qual o rapaz que nunca vi andar bem pra valer deve pagar caro para estar lá.

A BIA DE SEMPRE Ainda não li nenhum complemento sobre a prova de Iowa, etapa deste fim de semana pela Indy e Indy Lights. O que sei é que Bia Figueiredo retornou a categoria e venceu.

Seja lá como foi a corrida, ela merece este estímulo e seus torcedores também.

Enquanto isso, a RedBull e suas ninfas criam asas.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

CONVERSA DE BAR

JPS - Tenho um amigo de bairro que ás vezes compartilha uma cerveja comigo. Ele adora corridas de carro, acompanha a coisa, é um daqueles colegas com quem dá vontade de puxar o assunto, mas fala muita asneira.

Porém da última vez que conversamos ele tirou uma da cartola, com um “será que vai acontecer o que aconteceu com a Indy na Fórmula 1”? E a resposta, até o momento onde o racha parece ter mesmo acontecido, é sim. Aliás, triste sim. Afinal o que vai acontecer daqui a diante? O que vai acontecer com minhas inúmeras idéias para um grande evento ano que vem durante a transmissão da primeira etapa da Fórmula... que Fórmula?

O lado bom é coçar a cabeça e esperar por novidades. O lado eficaz foi ver que ainda há pessoas que brigam e não baixam suas cabeças. O ladro negro é ver gente tremendo para não perder o emprego e o lado aprendido foi enxergar que as coisas precisavam, de fato, mudar.

Mas tem uma pedra no caminho disso tudo e ainda não boto, pra valer, minhas mãos no fogo chamado Ferrari. Mas também não olho com profunda sinceridade para os olhos de Bernie (o baixinho que sempre admirei, mas nunca confiei) e Max Mosley. Até porque, segundo alguns comunicados recentes, muitas coisas quase pessoais foram desorientadamente situadas em folhas assinadas pela FIA, com notas totalmente incômodas sobre os trabalhos de algumas equipes que eles (os trabalhos) nada tinham a ver com o peixe.

A lição disso tudo é que a Fórmula 1 é uma empresa e não um esporte. Mas com o racha aparentemente decidido, a situação soa como se a Ambev começasse a fabricar lubrificantes. Então o negócio é esperar por boas novas.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

SEM RESPOSTA

JPS - Quando perguntei ao assessor de imprensa da StockCar sobre a falta de visão ou cuidados com o circuito argentino Oscar Galvez logo depois do acidente que quase levou embora a vida do piloto carioca Gualter Salles em 2006, sua resposta foi..... ou melhor, ele não disse nada. Nada que podia dizer, afinal. A única coisa explícita foi mencionar que todos ali na sala de imprensa do circuito, que já recebeu Fórmula 1 por algumas vezes, disseram que ele havia morrido e ponto final.

Pergunto-me, nestas horas, o que um jornalista ou assessor de imprensa pode fazer? E a resposta é nada, além de explicações não muito claras que recebem do departamento médico ou organização da prova.

Este é o lado negro da profissão que faz todos os trâmites diretos com os pilotos, conversa, recebe notas, informações, propostas de pautas, convive com um esporte naturalmente perigoso, mas que, nunca (ou quase nunca) imagina passar por uma cena triste como a que ocorreu ontem no México, qual vocês já devem estar sabendo.

Li no blog de Felipe Paranhos, jornalista e redator do site Grande Prêmio, que ele não consegue olhar com frieza para fatos como o que aconteceu com o piloto Carlos Pardo, morto depois de um acidente terrível por culpa de um muro interno não uniforme construído ali de forma mais terrível ainda.

Como o blogueiro acima, uma cena dessas é difícil de engolir. De fato. Afinal, segurança é um termo forte, mas que nunca vai englobar um esporte onde os participantes andam a mais de 250 km/h. Já a inteligência física de analisar para onde o carro pode ir em caso de um escape qualquer, esta sim ainda parece não ter sido uma façanha bem vinda aos que colocam suas notas nos bolsos a cada largada por ali.

sábado, 13 de junho de 2009

DE OLHOS BEM VERMELHOS

JPS - Há pelo menos 10 meses venho tentando conseguir uma entrevista com Nicolas Prost, o filho de Alain. Na busca por alguma informação mais próxima do piloto, o que consegui foi falar com um amigo dele que parece ter montado um fã-clube, aparentemente sem muita gente por ali.

Conversa vai, conversa vêm e nada do amigo do Nicolas conseguir uma abertura para tal entrevista. Tudo bem... afinal, além do sobrenome, nada mais chama atenção no garoto que até agora parece não ter pintado com resultados expressivos em sua carreira.

Mas o que me chamou atenção foi vê-lo no grid das 24 Horas de LeMans, prova que começou há pouco mais de duas horas ainda contando com aquele frisson e espírito de forte tradição numa pista difícil, super veloz e muito diferente.

Diferentemente do que podemos ver ano que vem, com a provável saída de Nelson Ângelo Piquet da categoria mor do automobilismo mundial, nem ele, nem Bruno Senna terá, dessa forma, como participar de um histórico “revival” de dois sobrenomes tricampeões na mesma pista. Por outro lado, vejam que ironia a pista francesa fez acontecer na edição atual. Senna e Prost, lado a lado, com seus devidos companheiros de time, acelerarem no mesmo instante.

Tudo bem que um não tem nada a ver com outro. Mas para quem gosta de automobilismo, de história e números - verdadeiros fãs da coisa toda - isto é um fato marcante, que as mídias, por sinal, deixou passar em branco. Ou melhor, de olhos bem fechados e vermelhos de sono, um testemunho das provas de longa duração que cobri e analisei através deste DVD que conta, em detalhes o trabalho de uma equipe na prova dos sonhos de qualquer piloto.

FÓRMULA 1 – Como este blog não é uma página de notícias, não dá pra comentar nada sobre o vai e vêm do grid para a Fórmula 1 de 2010. Mas já providenciei novas entrevistas para vocês por aqui. Manor é uma delas, se tudo der certo...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM A "NOVA" LOTUS

JPS - “Após anos de pouco dinheiro e maus resultados, dá sinais de que voltará à linha de frente, podendo brilhar já em 1993. Em 92, se capitalizou junto à seus vários patrocinadores e conquistou um belo quinto lugar. Tem o mesmo motor Ford HB V8 usado pela Mclaren, bastante confiável. Estréia carro novo, com suspensão ativa já bastante desenvolvida”.

Esta informação acima (com crase e direitos da língua portuguesa da época) foi copiada da página onde é apresentada a equipe Lotus na revista de distribuição gratuita no autódromo de Interlagos em 1993, a famosa Pole Position.

Aquele foi também meu primeiro ano de Fórmula 1, qual evidentemente foi também a primeira vez que vi um carro Lotus rasgar a reta oposta do circuito paulista, no comando de Johnny Herbert e Alessandro Zanardi. Um carro lindo, diga-se de passagem. Muito colorido e super baixo. Carro com um estilo particular que adoro.

Porém mais lindo ainda foi saber que o nome Lotus também poderá retornar a Fórmula 1 nos próximos anos, com a inscrição feita em seu nome para 2010, apesar da “crise” e direitos da marca (Lotus Cars Ltd) não envolver autorização alguma para que a equipe Litespeed entre na categoria maior com o nome tal.

Mesmo assim, não perdi meu tempo e acionei a assessoria de imprensa do time que defende atualmente alguns pilotos na Fórmula Inglesa – entre eles o brasileiro Victor Correa – para bater um papo. E a resposta de algumas dúvidas e informações do futuro time de Fórmula 1, seja lá o nome que derem, rendeu.

“Temos uma ligação intrínseca com a história da Lotus. Os diretores da equipe são todos ex funcionários da equipe na Fórmula 1 e estamos 100% certos de que o valor do nome têm peso aos milhões e fiéis torcedores do mundo todo. Mike Gascoyne (diretor técnico) está levando em conta à concepção da estrutura e o ex piloto Johnny Herbert (Commercial & Driver Manager) é nosso condutor gerente, mostrando então o quanto nosso time é sério”, disseram com exclusividade a RACE CARS AND MUCH MORE nesta quarta-feira.

Quando perguntados sobre o trâmite ainda indeciso no teto orçamentário da categoria, os assessores da equipe Litespeed foram claros e aproveitaram a chance para dizer a realidade dos fatos. “Nós não fazemos parte da Fota, então não podemos falar muito sobre este assunto. Mas o que podemos dizer é que estas ações são potencialmente muito empolgantes, porque abre novas frentes no mundo da F1, entre times como o nosso, que conta com orçamentos menores”.

“Por fim, os nossos dias tem sido sempre concluídos com a intenção de colocar adiante um carro competitivo no grid da Fórmula 1, homenageando Colin Chapman, sua família e a equipe Lotus”.

A equipe Lotus estreou na Fórmula 1 no GP de Mônaco de 1958, venceu 79 vezes, conquistou 107 poles e sete mundiais (1963/1965/1968/1970/1972 com Emerson Fittipaldi/1973 e 1978).

A foto acima é Johnny Herbert, com seu Lotus modelo 1994, último ano oficial do time na categoria, pouco antes de firmar parceria com outra equipe apagada, a Pacific.