domingo, 30 de agosto de 2009

POR UM TRIZ ... E POUCA GENTE VIU

Sem julgamento algum, mas com o “ar da graça” na boca de todos aqueles que conheço e hoje conversei, largar mal parece uma dádiva nas mãos de Rubens Barrichello, que neste final de semana fez uma corrida impecável e muito boa de ver no fabuloso circuito de Spa-Francorchamps.

Mas uma cena que muito pouca gente viu e talvez não verão até esta segunda-feira, quando alguém decidir tirar do ar o vídeo aí ao lado, mostra que o brasileiro, por muito pouco, não sofreu um acidente muito parecido com a fatalidade singular que Felipe Massa tivera nos treinos da Hungria.

Logo depois da confusão inicial na primeira curva, algumas peças sobraram em carros posicionados na frente de Rubinho e ao atingirem o ponto máximo de aceleração no final da descida de acesso a Eau Rouge, um pedaço deles voou para a Brawn do brasileiro, em direção ao seu capacete.

Parece estranho mencionar um negócio destes. Mas fato é que o vídeo apresenta com muita clareza a velocidade que a turma se encontrava no momento em que a peça decola para o ar e vai de encontro carro branco.

A reprodução acima foi difícil de montar, pois tudo aconteceu muito rápido. E por sorte, nada aconteceu.

Mídia desatenta: Uma falha irrecusável de aceitar nas transmissões deste domingo foi a descoberta tardia do problema com a calota dianteira esquerda do carro de Fernando Alonso, por muitos anunciada só quando o piloto espanhol parou nos boxes para troca de pneus e reabastecimento.

Por duas vezes foi possível ver que a peça girava junto com a roda em alguns trechos de circuito, mas nem Galvão, nem Reginaldo, nem ninguém da Rádio Bandeirantes anunciou o fato.

Eu vi... e muito antes! Mas cobro caro para trabalhar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O VERDADEIRO CAMPEÃO

Antes que alguém diga alguma coisa que ficou aberta entre a foto e o título deste post, tenho de ser franco em dizer que Barrichello foi realmente excepcional na prova de Valência e mostrou que com carro bom e livre para ser feliz, ele continua o Rubens que sempre foi. Ou seja, bom de braço e competente. Mas ainda nem eu, nem muuuita gente consegue botar fé em suas oscilações de ritmo durante cada prova, apesar de parecer que agora ele entendeu. Mas foi Lewis Hamilton o nome do GP da Europa, com respeito ao meu ponto de vista.

O inglês mostrou que paciência, quem diria, também faz parte deste esporte. Com histórico de perda do primeiro campeonato em função da piada McLaren, andou mais que o carro em 2008 e viu, de fato, a Ferrari engasgar com Felipe Massa, entendeu que a FIA julgou fatos erroneamente contra ele (como foi o caso da GP belga ano passado, quando Hamilton devolvera a posição ao cortar caminho, mas a federação parece não ter visto) e, por fim, na última curva da última volta em Interlagos, sagrou-se campeão do mundo, sem entender posteriormente que seu carro nasceria torto a dar com pau para disputar a atual temporada.

Mas ele esperou, andou o que tinha de andar, surpreendeu vencendo o GP da Hungria e absorveu o merecido lugar no pódio em Valência.

Hamilton é daqueles campeões, daqueles que faz falta e também sabe o que deve ser feito por ali. Ou seja, vencer.

domingo, 16 de agosto de 2009

ESTRANHAS APARÊNCIAS

Depois do trágico final de semana em Brands-Hatch, a Fórmula 2 voltou à ativa neste final de semana em Donington Park, com diversas ações para aumento de público e continuação dos trabalhos normais, porém visivelmente abalados.

Além do 02 por 01, promoção situada neste post semana passada aqui no blog, uma coincidência na aparência deste olhar aí em cima me chamou atenção.

O piloto qual sorria no momento da foto é Julien Jousse, que conquistou a pole-position da prova principal no sábado e venceu a segunda bateria realizada no domingo.

Agora, vejam esta aparência. Não lembra alguém que tristemente abriu as portas de Emerson Fittipaldi para o posto de piloto titular do time inglês?

sábado, 15 de agosto de 2009

MINARDI E SUAS RAZÕES

Recebi recentemente um comunicado de Gian Carlo Minardi sobre suas opiniões ao ver a Fórmula 1 se “deteriorando”. A frase “eu não escolheria Michael Schumacher para substituir Felipe Massa” tem lá suas razões. Afinal, mesmo que o anúncio da não participação do supercampeão ter saído dias após o comunicado italiano, existe uma coerência bastante expressiva na palavra de Minardi em relação a atual fase que a categoria maior se depara.

Mesmo que a BMW procure encontrar soluções estranhas para manter sua estrutura na Fórmula 1, o anúncio de sua retirada ao final desta temporada reforçou a necessidade de procurar cada vez mais cedo novos braços para guiarem no mundial, evitando assim um “strike” de capacetes coloridos na largada do GP da Austrália, em março de 2010.

Perante a Ferrari, a situação se complica ainda mais, já que os rumores de um possível terceiro carro na pista a partir da próxima temporada agregar cada vez mais força, sem Kimi e com um “novo” Felipe Massa por ali, além de Alonso, que apesar da competência natural precisará de um tempo de adaptação comum caso seja contratado, as coisas vão se complicar para o time vermelho logo no início do campeonato.

“Ter um piloto jovem substituindo Felipe até seu retorno” fora a palavra final de Gian Carlo, promovendo inteligência daquele que um dia despachou para a nata da categoria nomes campeões, entre eles, Alonso. Mas a Ferrari preferiu colocar os pés no chão e registrar Badoer para o GP da Europa. Um cara bacana, quase filho do time, italiano (interessante), porém velho demais para largar em um pelotão de jovens soldados famintos acelerando numa pista estranha e perigosa.

Vamos ver no que dá.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

NOVAS INFORMAÇÕES SOBRE 1994

Adquiri recentemente o vídeo com o resumo da trágica temporada de 1994, mas conhecido como Season Review.

Nele, além de imagens detalhadas e ângulos diferentes da “pegada” dos pilotos nas curvas, tem também um registro bastante estranho sobre a suspensão da equipe Williams, antes e depois do acidente de Senna.

Dizem as boas, más e qualquer língua bem entendida dentro das pistas que a suspensão traseira esquerda quebrada jogou o carro de Ayrton para o muro da Tamburello. Já outras falam sobre a barra de direção, que sofrera uma alteração perante determinação de Ayrton, qual entendia que o carro fora mesmo construído de forma irregular.

Este segundo fato mencionado corresponde, também de forma bastante expressiva, ao cock-pit apertado que Nigel Mansell tanto reclamou em intervalos de substituição com David Coulthard. Mas a suspensão dianteira direita, quebrada sem mais nem menos no carro de Damon Hill no GP de Aida, e a mesma peça, porém do lado esquerdo, também destruída sem que as câmeras pudessem flagrar qualquer toque em Silverstone, deixa uma dúvida ainda maior sobre o modelo inglês daquele ano.

Tudo isso sem contar com o toque de Schumacher em Adelaide, qual cravou seu primeiro título depois que Hill não pudera voltar à pista devido à mesma suspensão amassada.

É de se pensar, não? Será que Hill sabe de mais coisas estranhas? Será que ele pode falar depois de um tempo fora da F1, igual a política dos "artistas" do BBB?

Vou averiguar...

domingo, 9 de agosto de 2009

POBRE STOCK CAR

Muito legal iniciativa de promover uma corrida nas ruas depois que a Rede Globo colocou a Stock Car no nível mais alto de seu escalão esportivo. Porém a prova de Salvador foi a pior de todas quais assisti até hoje. E apesar de lembrar muito circuitos da Supercars V8 australiana, a corrida que tanto prometia murchou sem ao menos ter um clima minimamente feliz.

Deu Cacá, um piloto que sempre admirei, sempre fui bem tratado e que a RedBull apostou. Mas não deu Stock Car, cada vez menos atrativa em alguns quesitos que o público ou telespectador não vai entender tão depressa.

Um deles foi a incoerência vergonhosa do “não tente passar ninguém na reta”, pois está proibido. Hã?

E não estranhem a foto acima, pois ela é agual a Stock Car. Ou seja, nada a ver com a nota escrita como a categoria é para o automobilismo.