domingo, 1 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM A PRIMA

Contrastes sempre são interessantes. E neste mundo cada vez mais liberal, um contraste respeitador é ver a mulherada acelerando um carro de competição.

Lembro-me de um álbum de figurinhas bem antigo, qual era possível comprar os pacotinhos no jornaleiro para ver se a coleção terminava ou não com as fotos (antigamente muito mais fáceis e também liberais) de carros e pilotos no final da década de 80 na Fórmula 1. E foi ali que descobri, quando ainda garoto, que uma mulher fazia parte da brincadeira.

De lá pra cá, muita coisa mudou. E rostinhos delicados entrou pra valer em competições nacionais e internacionais. E neste crescimento mulheril, mais duas lembranças interessantes.

A primeira foi ver um olhar diferente dentro de um capacete em um dia de treinos livres em Interlagos, com adesivagem externa em um Ômega da antiga Stock Car com o nome de Renata. Três voltas depois de deixar os boxes, um erro na primeira tomada do “S” do Senna me fizera conhecer a bravura verbal da loira que saía xingando de dentro do carro dizendo que direção hidráulica não foi feita para carros de corrida - e eu concordei. Depois disso, nunca mais ouvi falar dela.

A segunda foi durante uma feliz participação de um pequeno evento no que é hoje o Hotel WTC, com a presença de Paulão (Gomes), meu colega Lito Cavalcanti, entre outros companheiros de pista. Depois de algumas cervejas, descobri que uma modelo de olhos claros e vestido delicado, também presente na festa, era na verdade piloto e filha do dono do time qual convidou nós da editora para participar da festa. Seu nome era Fernanda Parra, que hoje todo mundo conhece muito bem. Aliás, me parece que ela namorou um cara qual eu já prestei assessoria de imprensa dentro do campeonato paulista de automobilismo. Mas isto é assunto para outro dia...

Fórmula 2: Enquanto a crise desperta tensão pré-temporada em algumas categorias pelo mundo afora (e por aqui também), outras coisas boas acontecem paralelamente. E uma delas foi entrevistar esta loira aí da foto, prima de Sébastien Buemi, piloto da Toro Rosso. Este que, por sinal, me passou seu telefone recentemente para também veicular uma entrevista, mas achei muito caro ligar para a Inglaterra. Então pedi para conversarmos pela web, mas o veloz rapaz parece não ter tempo para isso.

Natacha Gachnang é suíça como seu primo e ano passado fora terceira colocada na Fórmula 3 espanhola. Seu caráter feminino foi explícito nesta entrevista exclusiva que tivemos com ela no final de 2008. “Agora é mais comum ver meninas em competições mundiais, mas ainda somos uma minoria, cerca de 1 ou 2% nas pistas por aí. Além disso, muita gente ainda não acredita na gente. Por isso temos de provar nosso nível de competição a casa prova muito mais do que os outros”, disse, com razão do fato. “Tenho de admitir também que ter uma mulher nas pistas é sempre atraente para a categoria, para os meios de comunicação, entre outras coisas”.

Em relação ao trâmite da futura Fórmula 2, Natasha mostrou-se entendida e focada no assunto: “Teremos oito finais de semana com duas provas em cada um deles, no mesmo calendário da WTCC dentro da Europa, correndo em circuitos fantásticos como Spa-Francoschamps, Valência, etc... Além disso, o campeonato de Fórmula 2 está nascendo dentro de uma crise financeira, dando início este ano. E mesmo assim, a expectativa é bastante grande, com o atrativo de correr numa categoria de acesso financeiro atraente perante tudo isso”.

E o primo? “Tivemos uma relação muito próxima no passado, pois corríamos juntos. Agora toda a família está feliz com seu contrato de estréia este ano na Fórmula 1”.

“Ás vezes fazemos alguns exercícios em conjunto, mas temos ambos agendas muito ocupadas, e nem sempre temos a chance de conversarmos com muita freqüência. Mas quando eu vou a um treino dele, tenho a chance de monitorar alguns aspectos técnicos de seu comportamento na pista, e isso é muito bom para eu também aprender com ele.”, finaliza.

Já sou um torcedor da garota. E vocês?

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O ERRO DE ECCLESTONE

SP - Qualquer crise, até mesmo a de bronquite pulmonar, tem lá seu lado psicológico. Ou seja: pensou, tossiu.

Agora a Mitsubishi, filha dos japoneses cagões que admitiram deixar de lado alguns nomes importantes do automobilismo - com a porta aberta pela Honda, como todo mundo já sabe - o lastro chegou ao Brasil com a retirada da marca da Stock-Car.

E como poder explicar a situação em que Ecclestone, homem que sempre admirei, está tentando montar para uma Fórmula 1 mais “segura” - pelo menos no quesito existencial - para os próximos anos?

Pelo que anda se passando entre notícias estranhas que a web promove, o grande pequeno mágico inglês está correndo atrás de contratos de montadoras no intuito de assinarem papéis na garantia de presença na categoria maior para os próximos anos. Um erro de sangue azul.

No meu ponto de vista, conforme escrevi diversas vezes ano passado, o automobilismo deveria ter aproveitamento da crise para voltar a ser, pra valer, corrida de carros especiais. E nada de montadoras dentro dele, quais cada vez mais anda procurando botar carros mais baratos - e “verdes” - nas ruas. Ou seja, motores silenciosos, velocidades controladas e tecnologia delicadamente barateada de um futuro promissor para o eco sistema, para as pessoas e para o bolso delas. Marcas que levantaram suas portas para trabalharem única e exclusivamente para o automobilismo teriam a chance de voltar a aparecer. Judd, Mecachrome, entre outras seriam mais uma vez nomes importantes, ao invés de Honda, Ford e Opel, precisamente focadas no desenvolvimento de carros para nossas famílias.

As provas seriam, assim, especiais, onde o futuro das crianças prometeria ser mais emocionante do que atualmente. Afinal, dentro de regras e leis que ninguém cumpre, para ver algum carro correr hoje em dia basta abrir a porta de casa e observar a rua. Sem contar, é claro, com o rap em som alto (mas nem sempre limpo) dos carros vileiros que querem admitir alguma coisa que ainda não consegui decifrar.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

ESGOTADOS

SP - Legal, mas nem tanto. Ver a maioria dos ingressos esgotados no site oficial de vendas antecipadas para o GP Brasil de Fórmula 1 2009 seria bem bacana se não fosse trágico.


O interesse do pessoal em assistir a prova que ocorre no dia 1º de Novembro é, sobretudo, verdadeiro. Porém com o limite máximo de 05 ingressos para cada CPF cadastrado neste mesmo site, entendemos muito bem que a maioria das compras foram feitas por agentes, cambistas sujos com dinheiro no bolso e por cambistas não tão sujos, porém limpinhos que descobriram como tirar uma graninha extra no final do ano, vendendo seus ingressos com o dobro do preço em comunidades do orkut após a virada do semestre.

Fato é que as pessoas normais terão agora de esperar para ver quanto terão de vazar seus bolsos para assistirem a prova que desta vez não encerrará o campeonato mundial. A não ser que tenham interesse de assegurar seus lugares pagando caro por algum setor vip de Interlagos.


CHOQUE: Por falar em Fórmula 1, estava assistindo uma reportagem italiana no youtube bastante interessante sobre o KERS, o sistema que recupera energia estática para promover mais rendimento no motor dos carros.

Acontece que agora, segundo a reportagem, os mecânicos não poderão mais colocar a mão no carro assim sem mais nem menos antes que alguns aparelhos de absorção desta energia sejam plugados no modelo, pois alguns deles podem torrar com um choque não tão interessante para a imagem da categoria, como o que aconteceu com este aí acima no ano passado.


O vídeo que apresenta o novo trabalho dos mecânicos é este aqui, em seu final. Comentem...


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domingo, 25 de janeiro de 2009

NOMES QUE FAZEM A DIFERENÇA PARTE 3

SP - Em uma das primeiras edições do "Capacete de Ouro", evento promovido pela revista Racing no final de cada ano já há algum tempo, trocava algumas idéias bêbadas com Tarso Marques, que naquela época deixava por definitivo a Fórmula 1 para migrar suas aceleradas aqui no Brasil - antes dos convites estranhos situados e acatados na Fórmula Indy durante algumas etapas desastrosas que o paranaense teve de enfrentar.

Neste bate-papo, Tarso, que já cultivara naquele ano uma certa confiança em mim, debruçado no bar de uma bela casa noturna onde lá fora estava estacionada sua Ferrari vermelha, me surpreendeu ao responder uma perguntinha sutil sobre sua provável desistência ou falta de verba no intuito de continuar ou não a correr na categoria maior. Ali, Tarso mencionou que a Minardi convidara diversas vêzes para voltar ao cockpit, porém para ser piloto de Fórmula 1 correndo pela equipe italiana, era melhor, então, ficar onde estava. Neste caso, ali no bar com uma dose de porre ou em qualquer outro ponto do Brasil.

Mas, seja lá como for, a Minardi fez história. E uma história genial com a promoção de nomes que deram certo no automobilismo, Além da marca ter ainda hoje seus fãs por toda Itália, dentre algumas comunidades que não deixam enterrar o nome que ainda faz diferença.

E para promover este post, nada melhor que falar diretamente com eles. E foi isso que fizemos, em uma entrevista exclusiva com Alberto Fussotto (rp da equipe) e Giancarlo Minardi, o cara que falaremos a seguir.

Um pouco de história: Gian Carlo Minardi cresceu ao meio de carros quando ainda criança sua família possuía uma concessionária Fiat entre os anos de 1927 a 1999. A paixão por corridas foi influenciada por seu pai John, que em 1948 construiu o modelo GM75, um pequeno carro de dois lugares impulsionado por um motor 6 cilindros de 750 cc. Após um breve período como pilotos de Rally, os jovens Minardi penduram seus capacetes para cuidar de seus próprios negócios.

Em 1975, a equipe já constituída criava seu nome de "Team Everest" para participar no Campeonato Europeu de 1979 utilizando chassis de Fórmula 2 comprados na Inglaterra e equipados com uma segunda linha de motores Ferrari e BMW durante a estréia dos pilotos Martini, Leoni, Brancatelli e De Angelis. Neste período, entre os anos de 1975 e 1979, a estrutura trabalhou em parceria direta com a Ferrari, que até hoje decorre um profundo respeito e simpatia desde a época do Comendador Enzo.

Em 1979, a equipe se tornou fabricante de seus próprios chassis, dando vida a equipe Minardi, que até 1984 participou do Campeonato Europeu de Fórmula 2 com excelentes resultados, além de uma vitória em Misano nas mãos do falecido e amado Michele Alboreto.

Na Fórmula 1, a equipe cravou uma passagem ironicamente importante entre os anos de 1985 e 2005, com cockpits preenchidos com nomes como Louis P. Martini, A. Nannini, Barilla, Campos, Sala, Morbidelli, Fittipaldi, Fisichella, Trulli, Webber, Gené e Fernando Alonso, que dividiu os boxes em sua época pobre na categoria com Tarso Marques, o rapaz do bar.

Triste fim: "Infelizmente foi um passo inevitável, embora naturalmente triste quando o seu nome desaparece de uma categoria tão importante como a Fórmula 1. A Red Bull teve então de decidir marketing e agora não vale ao menos discutir o assunto. Tivemos então de tomar algumas iniciativas para manter nosso nome nas pistas, mantendo até hoje alguns funcionários que trabalharam conosco desde aquela época".

A crise: "Esta é uma crise global terá um grande impacto na Fórmula 1. No trabalho com os carros talvez as mudanças sejam mais radicais, como a restrição de treinos e outras coisas que todos já estão cientes. É claro que isso também reflete a nossa estrutura nas categorias que trabalhamos, como a Fórmula 3 aqui na Itália".

Minardi Piquet: "Em 2006, o ex piloto Nelson Piquet iniciou uma colaboração direta conosco para correr em parceria com a equipe Minardi na F.3000. No ano seguinte (2007) houve a compra da equipe, iniciando também a colaboração na GP2 como equipe Minardi Piquet Sports. Mas seu nome foi um parêntesis de apenas um ano e, desde então, a parceria terminou no final de 2007 com as equipes GP Racing e Piquet Sports juntas, sem o nome Minardi como parceria. Atualmente trabalhamos com a Equipe Corbetta Competições (Minardi by Corbetta) - correndo no campeonato italiano de Fórmula 3 e na Fórmula Renault, com a equipe BVM Racing (BVM Minardi). Estamos plenamente satisfeitos com estas parcerias e atualmente não temos contatos na GP2 e outras ligas. Se existirem novas possibilidades, avaliaremos curso naturalmente."



Em Novembro de 2005 com a venda das ações da equipe da Minardi Paul Stoddart, o último dono da Minardi veiculado à Red Bull, a aventura de Gian Carlo Minardi dava-se por encerrada na categoria.

Atualmente seu filho John coordena e gerencia as carreiras de jovens condutores, é comentarista da televisão Grelha de Partida (Telenova), Speed (Tele1 Faenza), além de executivo da Minardi Cars Ltd., uma empresa que administra as marcas Minardi e equipes Minardi de propriedade e colaboração.
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Livro obrigatório: Um de nossos parceiros é a editora inglesa Veloce. E é através dela que vocês podem adquirir um material interessantíssimo sobre a Minardi. Clique aqui e compre logo!

LEITOR RECEBERÁ LIVRO EXCLUSIVO EM CASA

Sim, demorou. E as justificativas desta tensa ausência nas postagens do blog que, acreditem, logo mais estará veiculado diretamente com o automobilismo europeu para boas novas entre eu, eles e vocês leitores, foi minha mudança do litoral norte de São Paulo para o retorno à capital.

Mesmo com trânsito que ainda não começou a pegar pra valer devido ao mês de férias qual estamos, a capital faz acontecer a verdade das coisas. Mas para sentir isso precisei despachar, de corpo e alma, o peso integral daquilo que não aguentava mais: Conviver com uma vida plástica visualmente presente nesta capital suja, porém bela para quem a enxerga com outros olhos.

Lembro de Senna, quando em uma entrevista em meados anos entre a virada das décadas de 80 e 90, disse na tv que só enxergava o país, de fato, correlacionando problemas corruptos na política ou outras coisas podres que acontecem por aqui, quando começou a correr lá fora. Assim foi também minha visão da capital longe dela durante cinco meses, convivendo hoje nesta cidade de aço e concreto um pouco mais tolerante.

VENCEDOR: Prometi e não cumpri no dia 20. Mas o que são cinco dias, afinal? De qualquer maneira, lá vai o resultado final da primeira parte da PROMOÇÃO HAYNES EDITORA, que contemplará o leitor CLÁUDIO HELIANO com o livro HITLER´S MOTOR RACING BATTLES em sua casa.

1º colocado: CLÁUDIO HELIANO - 19 comentários
2ª colocada: PAULA LARA - 15 comentários
3º colocado: MURÍLO SILVA - 04 comentários
4º colocado: "DUHDU" - 03 comentários
5º colocado: WELLINGTON HOLANDA - 02 comentários

O próximo livro presenteado será FÓRMULA 1 IN CAMERA 1980-89, um super material de capa dura que entra na promoção a partir de HOJE, nas postagens com a sigla inicial SP, em homenagem a cidade que hoje completa... não lembro quantos anos.

A nota do vencedor que mais comentar os posts com a determinada sigla será no dia 20 de Abril, e o mesmo também receberá o livro em casa com tudo pago.

Conto com vocês! Abrax.

domingo, 18 de janeiro de 2009

PREMIAÇÃO SERÁ NO PRÓXIMO DIA 20

Aos leitores do blog feliz ano novo e muito sucesso em 2009.

Na próxima terça-feira - 20 de Janeiro - será publicado o nome do vencedor ou vencedora da primeira parte da promoção Haynes Editora, qual receberá em sua casa o primeiro livro de nossa parceria européia.

Enquanto isso aproveitem as férias de Janeiro e fiquem por dentro das novidades que serão postadas oficialmente a partir de Fevereiro.

Abraços para todos!