sexta-feira, 26 de setembro de 2008

E SE MASSA FOR CAMPEÃO?

Hoje assisti, com muitas falhas na Internet truncada, os primeiros treinos livres para o GP de Cingapura. Circuito nota 1000 pra mim, percebendo, é claro, as ondulações reclamadas neste início de noite (aqui no Brasil) e manhã de Sol ou chuva lá em "Cinga".

Mas pra quem é bom piloto e gosta do que faz, não há reclamações. Treme bastante há 300 por hora, mas tudo é muito legal, tudo é novo ... aliás, tudo é escuro! O glamour da primeira prova noturna da história da Fórmula 1 deve agradar muita gente. Cem mil espectadores nas arquibancadas no dia em que o treino mais foi cravado por erros e rodadas do que pé embaixo... imaginem só no domingo!


Bom... as primeiras imagens me fizeram lembrar da época em que eu cobria a Mil Milhas Brasileiras. Tudo escuro, muitas histórias sobre antigas edições, os riscos, as mentiras e o sono... Quanto sono! Todo mundo cansado, alguns jornalistas acabados por volta das 04:00 da manhã e o barulho ensurdecendo o bairro de Interlagos.




Já levei até minha mãe para os boxes, num dia ((ooops)) numa noite garoada de São Paulo para sentir os treinos. E ela adorou! Fiquei muito feliz naquele dia estranho, depois de uma pequena briguinha em casa... Já minha última cobertura de Mil Milhas ocorreu com largada ao meio-dia, e nela, fechei com chave de ouro bebendo todas com todos os jornalistas livres pra ser feliz no padock. De lá pra cá, fui "encurtando" minha passagem prática no jornalismo in-loco.




Recapitulando tudo de novo e ao título deste post, e se Massa for campeão mundial este ano? A verdade, doa a quem doer, é que ele é o segundo piloto do time. Não há coerência em pagar caro para um europeu que deve levar algum dinheiro para a Ferrari sendo que Massa não leva ao menos uma "Doriana" ou um "detergente Ipê" selado em seu capacete. Quem dera, então, no carro... Mas ele pode, sim, ser campeão se atuar direitinho no GP de domingo agora. A liderança está próxima e, se tudo não correr bem a Lewis, Massa ganhará fôlego de campeão na reta final para consagração nacional, que terá, mais uma vez, a chance de "fazer virar" alguma coisa maior relacionada ao esporte motor, aos eventos de marcas e a minha idéia que quero botar pra frente. O que é? falarei depois do GP de domingo.




Torceremos por Massa, mas independente do resultado, a prova vai mesmo ser arrepiante.


Vou tentar assistir!




Beijos Sofia !!!! Minha leitora lá de Mato Grosso........

sábado, 13 de setembro de 2008

GO! REDBULL (2)

Outro dia perguntei ao amigo Márcio (Top Lanches Moema) se a galera consumia mesmo RedBull. E ele foi convícto: "Vende, Rafa!". O produto é caro, mas se num botequinho ao lado da praça de Moema vende que é uma maravilha, imagine só no mundo todo.

Logo, a sacada: Eles podem, sim, administrar duas equipes de Fórmula-1 ... Porque não? Afinal, dentro de uma série de licenças quais são procurados na abordagem de patrocínios interessantes... sim, eles vendem MUITO! E em todo planeta.

Agora, a primeira pole-position, com Sebastian Vettel em Monza. Piloto jovem e sempre sensação por onde passou.

Dá-lhe RedBull!!!!!!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

GO! REDBULL E A QUEBRA DO GLAMOUR

Sem frescuras nem muito blábláblá... Lewis Hamilton foi ERRONEAMENTE punido no GP de Spa-Francorchamps. Erroneamente no meu ponto de vista e de tantas outras pessoas. Mas não aos olhares injustos de uma categoria que preza por sistemas robotizados e ignorantes como é a Fórmula 1.

Felipe Massa venceu e eu fiquei feliz por ele. Mas o fato é que minha paixão pelas pistas perde o ar da graça quando uma irregularidade dessas acontece. Hamilton cedeu a posição, se aproveitou do vácuo e passou por Kimi Raikkonnen. Pronto! Foi isto o que aconteceu. Mas para os comissários de terno e gravata, ele abusou, se aproveitou de uma situação que ... que ... (acho que eles se engasgaram nessa).

Vamos a outros fatos:
Spa é linda, gostosa, deliciosa, fantástica e a melhor de todas. Porém mais uma tradição foi levada embora do calendário. Resumindo, senti falta da Bus-Stop, aquele "s" depois de uma retona violenta de pé embaixo.

A RedBull vôou baixo junto com a ToroRosso (tava na hora) ... e quer saber, gostei de ver os carrinhos azul escuros na frente nos treinos e andando bem na corrida.

Felipe Massa "venceu" e agora vai mesmo disputar o título. Torço por ele, não apenas por ser brasileiro, mas por valer a minha história nas pistas, quando lembro-me de conhece-lo desde o kart. Será uma emoção especial pra mim, sem sombra de dúvida. Porém o rapaz precisará de uma reza braba, já que Kimi ainda é o piloto número 1 do time... Só não enxerga quem não quer.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

SEMPRE ALERTA

Li esta notícia no Blue Bus esta semana...

Anos de jornalismo, anos de hotelaria, anos de vida. Depois disso tudo, aprendi sozinho a brincar com Photoshop. E me delicío.

Mas vejam vocês o pecado que o jornal London Lite cometeu: Amy Winehouse com 8 dedos na mão esquerda. Que demais!!! Ou melhor, de quem era aquela outra mão?

A única coisa que sei é que ela faz sucesso, parece ter se metido com drogas (quem não esteve?) e minha patroa comprou recentemente um cd dela.

No mais, só sei que o Photoshop deveria vir com alertas bacanas para aqueles que não dão atenção ao trabalho remunerado.

"Sorte dela, uai... ganhou mais três dedos", deve estar comentando o diretor artístico deste querido tablóide europeu.

domingo, 31 de agosto de 2008

MUITO BOM, MAS O SITE...

Enfim a SUPERLEAGUE FORMULA começou! Depois de tantos anos de contratos, burocracia, expectativa boas e más, os carros foram pra pista nesta manhã de domingo.

Eu acordei cedo para ver na SporTV2, após uma pizza no Candeeiro com uma prima e seu noivo ontem a noite, quase na frente do Galeão (a balada de Cambury) onde praticamente não havia ninguém interessante.

- Sobre a categoria: Não achei a idéia legal e ainda não acho a menor graça ter times de futebol administrando uma categoria do automobilismo. Mas os carros fazem barulho de Fórmula 1 e a competição é bem interessante.

- O grande e feliz lance: O Corinthans ficou na primeira volta (kakakakaka), tentou voltar após o toque e, logo depois, abandonou de vez.

- O triste lance: Tuka Rocha, o único brasileiro por enquanto, também abandonou. Conheço ele desde pequeno e é um cara bem legal e conhecedor. Do kart, pulou para alguma categoria por aqui, no Brasil, mais um pulo para a Europa logo depois e lá disputou Fórmula 3000 Euro e outras coisas.

- A pista: Adorava Donington Park, ainda mais quando em 1993 Senna venceu numa pista bastante verde com emblemas da SEGA (sim, eu tinha um Mega-Drive). Mas hoje não gosto do circuito porque não consigo segurar o carro de Fórmula 1 no game TOCA RACE 3, no Playstation II.

- A prova de abertura: Sensacional tirando as inúmeras quebras, porém assisti até a metade (ainda não li quem venceu, mas deve ter dado Benjing).

- O site da categoria: Uma bosta e extremamente lento. Nem arrisque entrar.

Daqui a pouco tem outra bateria com grid invertido. Mas não vou ver, que pena!
A próxima etapa será em Nurburgring, Alemanha.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

CURIOSO .. E A FILHINHA TAMBÉM É DELE

Lendo nesta manhã uma postagem publicada há pelo menos uma semana no blog do colega jornalista Flávio Gomes, achei que deveria entrar aqui para que, um dia, alguém tenha o interesse de ler tal curiosidade irônica e e inusitada.

PS. Não é plagio !!!! É cópia.



""""""“Fazer história” é expressão que se usa muito na crônica esportiva, deu uma banalizada, como “sentiu a pressão” ou “o time precisa de uma referência no ataque”.
Mas no caso específico de Maurren Maggi, agora há pouco no Ninho, fez história mesmo, porque desde que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil uma mulher brasileira nunca havia conquistado uma medalha de ouro em prova individual de Olimpíada.
Outra moça já havia, vá lá, feito história aqui, logo no começo dos Jogos, Ketleyn Quadros, com um bronze no judô. Foi a primeira brasileira a ganhar medalha, qualquer medalha, em competição individual.

Assim, temos a história sendo escrita por duas moças, Maurren e Ketleyn, nomes pouco comuns e de trajetórias idem. Maurren passou um bom tempo suspensa por doping, um caso esquisito atribuído, por ela, a uma pomada para depilação. Em muitos casos, eu diria que na maioria deles, atletas pegos em exames antidoping, em qualquer modalidade, têm enorme dificuldade para voltar a competir em alto nível. Não bastasse o tempo parado, há também a desconfiança dos colegas, a lembrança que sempre vem à tona, essas coisas.

Maurren voltou a saltar há pouco tempo e pouca gente acreditava nela. Foi, saltou e ganhou. Isso é bem legal, a menina está de parabéns. E só precisou pular uma vez, a primeira, 7,04 m. Foi o bastante. Ganhou da russa por um mísero centímetro.

Curiosamente, dos 277 atletas da delegação brasileira que vieram a Pequim, Maurren era a única com quem eu já tinha conversado na vida. Não que eu seja um seguidor xiita de provas na pista do Ibirapuera, ou especialista em Troféu Brasil. É que Maurren foi casada com Antonio Pizzonia, piloto da Jaguar pelos idos de 2003, quando ela estava suspensa. Sem nada para fazer, ainda namorada já acompanhava o amazonense a todos os GPs. Mulher muito bonita, mas calada e desconfiada, Maurren aparecia no mesmo ponto do planeta que eu, em média, a cada 15 dias. E nessa convivência acaba nascendo, no mínimo, um conhecimento mútuo — dei toda essa volta para dizer que somos o que se chama de “conhecidos”

Curiosamente, também, Maurren está na galeria de atletas que, algum dia, já pisaram no meu modesto escritório na avenida Paulista. De vez em quando um ou outro piloto aparece por lá para uma entrevista, coisas assim, e quando o Pizzonia foi mandado embora da Jaguar, quebrou o silêncio depois de alguns meses indo à sede da minha holding de uma sala só para contar o que havia acontecido na sua temporada de estréia na F-1.

A Maurren foi junto. Ela não estava dando entrevistas, depois da história do doping. Perguntei, ao final da conversa com o Antonio, se queria dizer alguma coisa. Ela falou que não, e os acompanhei até o elevador e, depois, ao térreo para me despedir, desejando a ambos boa sorte.
Lembrando daquele dia, eu poderia dar uma cascateada ótima aqui, hoje. Vejam se vocês não acreditariam:

“Maurren é uma das poucas atletas que conheço, e a única sobre quem posso dizer que vi nos olhos, um dia, a gana e a vontade de dar a volta por cima fazendo aquilo que tiraram dela: o direito de competir. Há cinco anos, esteve no meu escritório acompanhando o namorado, Antonio Pizzonia, e ficou em silêncio ouvindo a entrevista do piloto. Vi aquele brilho no seu olhar, apesar da quietude. Tenho uma poltrona retrô amarela em meu escritório. Amarela como o ouro que está no seu peito agora. Foi ela que Maurren escolheu para se sentar e esperar Pizzonia falar sobre corridas e sobre F-1. Naquele momento, olhei para ela e tive a certeza absoluta de que aquela carreira não tinha terminado, não. Seria retomada mais dia, menos dia, e com o brilho do amarelo daquela poltrona. Lembrei disso ao vê-la no pódio hoje, e me senti um pouco dono daquela medalha.”

Bom, o que aconteceu, na verdade, é que de fato ela ficou esperando o Pizzonia na poltrona amarela. Primeiro, porque é uma dama e a poltrona é confortável, de fato. E a única que temos. No mais, algumas poucas cadeiras de escritório, feias e sem graça alguma. Me lembro também que tirei minha jaqueta da poltrona, que serve de cabide na maior parte do tempo, para a Maurren se sentar.

E não lembro mais nada."""""""

Pizzonia, o "jungle-boy" qual sempre foi muito simpático comigo (Rafael) nas entrevistas que realizei com ele, era uma promessa que nem bronze chegou perto após sua curta trajetória quando chegou à Fórmula 1. Uma pena...