terça-feira, 26 de agosto de 2008

CURIOSO .. E A FILHINHA TAMBÉM É DELE

Lendo nesta manhã uma postagem publicada há pelo menos uma semana no blog do colega jornalista Flávio Gomes, achei que deveria entrar aqui para que, um dia, alguém tenha o interesse de ler tal curiosidade irônica e e inusitada.

PS. Não é plagio !!!! É cópia.



""""""“Fazer história” é expressão que se usa muito na crônica esportiva, deu uma banalizada, como “sentiu a pressão” ou “o time precisa de uma referência no ataque”.
Mas no caso específico de Maurren Maggi, agora há pouco no Ninho, fez história mesmo, porque desde que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil uma mulher brasileira nunca havia conquistado uma medalha de ouro em prova individual de Olimpíada.
Outra moça já havia, vá lá, feito história aqui, logo no começo dos Jogos, Ketleyn Quadros, com um bronze no judô. Foi a primeira brasileira a ganhar medalha, qualquer medalha, em competição individual.

Assim, temos a história sendo escrita por duas moças, Maurren e Ketleyn, nomes pouco comuns e de trajetórias idem. Maurren passou um bom tempo suspensa por doping, um caso esquisito atribuído, por ela, a uma pomada para depilação. Em muitos casos, eu diria que na maioria deles, atletas pegos em exames antidoping, em qualquer modalidade, têm enorme dificuldade para voltar a competir em alto nível. Não bastasse o tempo parado, há também a desconfiança dos colegas, a lembrança que sempre vem à tona, essas coisas.

Maurren voltou a saltar há pouco tempo e pouca gente acreditava nela. Foi, saltou e ganhou. Isso é bem legal, a menina está de parabéns. E só precisou pular uma vez, a primeira, 7,04 m. Foi o bastante. Ganhou da russa por um mísero centímetro.

Curiosamente, dos 277 atletas da delegação brasileira que vieram a Pequim, Maurren era a única com quem eu já tinha conversado na vida. Não que eu seja um seguidor xiita de provas na pista do Ibirapuera, ou especialista em Troféu Brasil. É que Maurren foi casada com Antonio Pizzonia, piloto da Jaguar pelos idos de 2003, quando ela estava suspensa. Sem nada para fazer, ainda namorada já acompanhava o amazonense a todos os GPs. Mulher muito bonita, mas calada e desconfiada, Maurren aparecia no mesmo ponto do planeta que eu, em média, a cada 15 dias. E nessa convivência acaba nascendo, no mínimo, um conhecimento mútuo — dei toda essa volta para dizer que somos o que se chama de “conhecidos”

Curiosamente, também, Maurren está na galeria de atletas que, algum dia, já pisaram no meu modesto escritório na avenida Paulista. De vez em quando um ou outro piloto aparece por lá para uma entrevista, coisas assim, e quando o Pizzonia foi mandado embora da Jaguar, quebrou o silêncio depois de alguns meses indo à sede da minha holding de uma sala só para contar o que havia acontecido na sua temporada de estréia na F-1.

A Maurren foi junto. Ela não estava dando entrevistas, depois da história do doping. Perguntei, ao final da conversa com o Antonio, se queria dizer alguma coisa. Ela falou que não, e os acompanhei até o elevador e, depois, ao térreo para me despedir, desejando a ambos boa sorte.
Lembrando daquele dia, eu poderia dar uma cascateada ótima aqui, hoje. Vejam se vocês não acreditariam:

“Maurren é uma das poucas atletas que conheço, e a única sobre quem posso dizer que vi nos olhos, um dia, a gana e a vontade de dar a volta por cima fazendo aquilo que tiraram dela: o direito de competir. Há cinco anos, esteve no meu escritório acompanhando o namorado, Antonio Pizzonia, e ficou em silêncio ouvindo a entrevista do piloto. Vi aquele brilho no seu olhar, apesar da quietude. Tenho uma poltrona retrô amarela em meu escritório. Amarela como o ouro que está no seu peito agora. Foi ela que Maurren escolheu para se sentar e esperar Pizzonia falar sobre corridas e sobre F-1. Naquele momento, olhei para ela e tive a certeza absoluta de que aquela carreira não tinha terminado, não. Seria retomada mais dia, menos dia, e com o brilho do amarelo daquela poltrona. Lembrei disso ao vê-la no pódio hoje, e me senti um pouco dono daquela medalha.”

Bom, o que aconteceu, na verdade, é que de fato ela ficou esperando o Pizzonia na poltrona amarela. Primeiro, porque é uma dama e a poltrona é confortável, de fato. E a única que temos. No mais, algumas poucas cadeiras de escritório, feias e sem graça alguma. Me lembro também que tirei minha jaqueta da poltrona, que serve de cabide na maior parte do tempo, para a Maurren se sentar.

E não lembro mais nada."""""""

Pizzonia, o "jungle-boy" qual sempre foi muito simpático comigo (Rafael) nas entrevistas que realizei com ele, era uma promessa que nem bronze chegou perto após sua curta trajetória quando chegou à Fórmula 1. Uma pena...

sábado, 23 de agosto de 2008

BIENAL DE LIÇÕES

Pela segunda vez fiz a cobertura de imprensa da Bienal Internacional do Livro.
Em sua 20ª edição, que terá encerramento amanhã, algumas coisas ficaram marcadas, além é claro dos incontáveis lançamentos e promessas de boa leitura para aqueles que como eu descobriram um novo mundo dentro das páginas de papel.

Uma das chamadas mais interessantes foi a primeira - e única - assessora que me parou na sala de imprensa perguntando se nós (eu e meu amigo André Seidner) já tínhamos ouvido falar sobre a Fundação Dorina Nowill. Não, foi a resposta.

E com interesse imediato, ela nos apresentou rapidamente do material qual estava exposto próximo dali. Coincidência ou não, foi este o primeiro estande onde paramos para obter conhecimento ironicamente visual sobre os produtos veiculados a tal fundação e para nossa surpresa, sem a expectativa de acrescentar muitas coisas sobre os grandes lançamentos da Bienal, este estande fez toda a diferença.

Nele, conhecemos pela primeira vez um sentimento sutil de como deve ser a vida de um ser humano portador de deficiências visuais, através de livros onde a cor não existe.

Best Sellers como O Código da Vinci, entre outros títulos super interessantes já existem na versão braile, porém obras de ensino matemático e geometria não tínhamos conhecimento.
Interessante também proporcionar áudio exclusivos para tal deficiência, onde ao invés de correr as mãos sobre as folhas, o "leitor" tem a oportunidade de ouvir o livro. Uma forma econômica de agregar e redução nas impressões, além dos Cds Rom com letras maiores para aqueles que enxergam pouco, a fim de poderem estudar ou trabalhar numa boa, como qualquer outro brasileiro.

Algumas experiências pessoais foram interessante no contato com tal deficiência. Em uma delas com o humorista cego Geraldo Magela, qual atendi duas vêzes quando trabalhava no Ibis Congonhas. Sempre muito tranquilo e gentil, me pedia para passar a manteiga em sua fatia de pão, além de uma vez me perguntar se a nota que estava segurando era mesmo de dez Reais. Não sei se era alguma sacanagem, porém é claro que eu disse a verdade. A outra experiência está dentro do DVD qual guardo com carinho em minha pequena coleção que está lá em sampa. Al Pacino, em sua melhor forma, faz o papel de um cego reformado pelo exército americano em PERFUME DE MULHER. Uma lição de vida!

O estande me fez pensar sobre algumas coisas. Coisas das quais podemos simplesmente ajudar, de forma rápida e fácil, como escrever este texto aqui, mencionando o fone e o site para conhecimento de todos aqueles que, se puderem, efetuarem doações.

http://www.fundacaodorina.org.br/
08007701047